Manobra de Epley em Lisboa
A manobra de Epley é o tratamento de primeira linha para a Vertigem Posicional Paroxística Benigna (VPPB) — a causa mais comum de vertigem. Consiste numa sequência precisa de movimentos da cabeça e do tronco que reposiciona os otólitos (os chamados "cristais") deslocados no canal semicircular posterior, devolvendo-os ao utrículo, onde pertencem. Quando executada corretamente por médico com formação em otoneurologia, resolve a vertigem em 70 a 80% dos doentes numa única sessão.
Diagnóstico com Dix-Hallpike · Execução supervisionada por médico ORL · Indicações pós-manobra individualizadas
Consulta de ORL com manobra de Epley: 100€ — Marcação direta por WhatsApp
O que é a VPPB e porque acontece
O ouvido interno contém pequenos cristais de carbonato de cálcio (otólitos) que estão normalmente fixos numa zona chamada utrículo. Quando estes cristais se deslocam e entram nos canais semicirculares — mais frequentemente no canal posterior — causam vertigem intensa desencadeada por alterações da posição da cabeça: deitar-se, virar-se na cama, baixar a cabeça, levantar-se rapidamente.
Os episódios de VPPB duram caracteristicamente poucos segundos (15–60 segundos), são desencadeados por movimentos específicos da cabeça e repetem-se de forma previsível. Não costuma haver perda auditiva nem zumbido.
Diagnóstico correto antes da manobra
Antes de realizar a manobra de Epley, é essencial confirmar o diagnóstico com a manobra de Dix-Hallpike, que observa o nistagmo posicional característico da VPPB do canal posterior. Outras variantes de VPPB (canal horizontal, canal anterior) requerem manobras diferentes — como a manobra de Semont, a manobra de Lempert (roll) ou a manobra de Gufoni.
Este passo diagnóstico é o que distingue uma abordagem clínica de uma abordagem não especializada: aplicar uma manobra de Epley sem confirmar primeiro qual o canal afetado pode não funcionar e, em alguns casos, agravar os sintomas.
Como é feita a manobra de Epley
- O doente está sentado na marquesa, com a cabeça rodada 45° para o lado afetado
- É deitado rapidamente de costas com a cabeça ligeiramente pendente para fora da marquesa
- A cabeça é rodada 90° para o lado oposto, mantendo a posição
- O doente vira-se em bloco para o lado, com o rosto para baixo (cerca de 135° da posição inicial)
- É ajudado a sentar-se lentamente, mantendo a cabeça na posição final
Cada posição é mantida durante 30 a 60 segundos ou até desaparecer o nistagmo. A sessão completa dura aproximadamente 5 a 10 minutos.
Resultados esperados
- 70 a 80% dos doentes resolvem a vertigem numa única sessão
- Até 95% resolvem após 2 ou 3 sessões (uma por semana)
- Recorrência — pode ocorrer em cerca de 30% dos casos ao longo de alguns anos; nesses casos, basta repetir a manobra
Cuidados após a manobra
Evita-se habitualmente inclinar a cabeça bruscamente ou deitar-se sobre o lado afetado nas primeiras 24 a 48 horas. As indicações precisas são dadas na consulta de acordo com o quadro clínico.
Quando a manobra não funciona
Se a vertigem persistir após 2 ou 3 sessões, ou se o padrão do nistagmo não for típico, deve-se considerar: VPPB de outro canal (requer manobra diferente), enxaqueca vestibular, doença de Ménière, neurite vestibular ou disfunção vestibular central. A avaliação otoneurológica completa permite distinguir estas entidades e orientar o tratamento.
Marcação
Consulta de Otorrinolaringologia com diagnóstico e manobra de Epley: 100€. Avenida 5 de Outubro, 16, 2.º Direito — Lisboa. Marcação direta por WhatsApp: +351 960 448 841.